terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Campanha de Solidariedade - Informação
As caixas para depositar as roupas, brinquedos e livros a favor da Caritas encontram-se na AE.
sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Iniciativas: O Forum não dorme!

Uma Sociedade Civil atenta é um factor decisivo para uma melhor Sociedade, um melhor Estado, uma melhor Humanidade.
Só Homens e Mulheres Livres, Responsáveis dessa Liberdade e por essa Liberdade, com uma educação de Consciência e Respeito, podem dar à sua Comunidade a Ajuda, o Exemplo e o Humanismo que é necessário à construção de um país do qual possamos ter orgulho.
Comecemos pelas pequenas acções. O Forum, apoiado pela AEFDUP, vai começar com a recolha entre os alunos da FDUP de peças de roupa que estes se disponibilizem a oferecer. O mínimo que possam oferecer é igualmente valioso!
As instituições de caridade (a Caritas neste caso) estão especialmente necessitadas de roupa interior masculina. Nestes últimos dias de aulas, só vos pedimos um último esforço, cuidadosamente levado num saco com algumas ou alguma roupa, que nós encaminharemos para a Caritas.
Contribua!

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
1ª Sessão do Forum - Opiniões Pessoais
Manuel Rezende -
O primeiro tema do Forum foi especialmente bem escolhido pela fornada de mentes brilhantes que a nossa faculdade, a FDUP, nos providencia nesse aspecto.
Assim, mais que à Providência, devemos estar agradecidos à sorte da Localização.
Como é normal, e será normal, nestas sessões discutiu-se o problema nacional, analisaram-se problemas nacionais, atitudes nacionais e leis nacionais.
O Medo, a Insegurança, a Moralidade e os novos Bodes Expiatórios.
No entanto, pela pesquisa que fui fazendo para o blogue do Forum, parece-me cada vez mais claro que esta claustrofobia insegura é um fenómeno mundial, e que em Portugal atravessamos apenas uma má onda de crescente criminalidade que, ou assentará, ou cedo a sociedade arranjará meios de a combater (bons ou maus, melhores ou piores).
Em todo mundo cresce a necessidade de Segurança (esta própria já se tornou uma mercadoria, e está cotada nas principais bolsas mundiais).
A privatização da Segurança teve, a meu ver, o efeito contrário ao pretendido.
Retirando o monopólio da Força ao Estado, nasceu nas sociedades modernas a necessidade de este regular extremosamente tanto os novos agentes privados como os públicos.
Temos, assim, mais Estado na Segurança e na Economia do que tínhamos quando ela era exclusivamente pública ou moderadamente privada.
Os ataques do 11 de Setembro e a acção terrorista da Al Qaeda pioraram este cenário.
Nunca a civilização ocidental passou por comparável medo pelo estranho, pelo estrangeiro, como nos tempos actuais.
A Imigração ilegal é combatida como se de um flagelo internacional se tratasse, exercendo os Estados, como é o caso da França, represálias sobre os cidadãos que, mesmo de boa fé, auxiliam os recém-chegados.
Constroem-se Muros, aumenta-se a regulação das fronteiras e da Migração, crescem na Europa os partidos que se revelam hostis às minorias étnicas e nacionais.
Os órgãos internacionais, como a ONU e a UE, tomam a seu cargo o combate contra o terrorismo, e vão definindo este ou aquele como Potencial Estado-Terrorista.
A Guerra contra o Terrorismo sacrifica a Liberdade do Cidadão à Segurança do Povo. O Povo das democracias massificadas é imenso e anónimo, e por isso é cada vez mais necessário contratar (mais) agentes privados que auxiliem os Estados nesta nova cruzada.
Ocorre já a noção de combater o Terrorismo entre os próprios cidadãos.
Nasce o terrorismo financeiro, o terrorismo económico e fiscal.
O Sigilo Bancário, prática antiga, indício inegável de progresso civilizacional e triunfo da vida privada sobre o escrutínio social, fruto desse compromisso entre o cidadão e o Estado, o qual tem o poder de quebrar esse Sigilo caso se verifiquem certas anomalias (art. 63º LGT, por exemplo), está agora em risco no nosso país e considera-se anulado já em algumas nações europeias.
Tal como o Patriot Act, esse Act de má fama que leva os cidadãos a "bufarem" uns dos outros, também se cria agora, qual totalitarismo de massas, a noção moderna de que a Segurança do cidadão só é possível se cada um de nós vigiar o próximo, (os seus rendimentos inclusive, os seus amigos e conhecidos, as suas práticas religiosas, e quem sabe, no futuro, com quem se resolve envolver intimamente). É comum das Esquerdas às Direitas preconizar o uso da força (ou melhor, da coerção estatal exessiva, física ou fiscal) para os casos em que os cidadãos não cumprem satisfatoriamente as normas estabelecidas ou se desviem de um padrão de civismo pré-estabelecido.
Um famoso jurista inglês, daquele período dourado que foram os anos isabelinos, Edward Coke, afirmou que "The house of every one is to him as his castle and fortress, as well for his defence against injury and violence as for his repose."
Talvez a leitura errada desta frase tenha causado a situação em que estamos, em que os cidadãos fazem das casas o seu bunker, e da sua vida privada a devassa dos organismos públicos e os abusos dos privados.
Manuel Ascensão Marques Pinto de Rezende Rodrigues
O primeiro tema do Forum foi especialmente bem escolhido pela fornada de mentes brilhantes que a nossa faculdade, a FDUP, nos providencia nesse aspecto.
Assim, mais que à Providência, devemos estar agradecidos à sorte da Localização.
Como é normal, e será normal, nestas sessões discutiu-se o problema nacional, analisaram-se problemas nacionais, atitudes nacionais e leis nacionais.
O Medo, a Insegurança, a Moralidade e os novos Bodes Expiatórios.
No entanto, pela pesquisa que fui fazendo para o blogue do Forum, parece-me cada vez mais claro que esta claustrofobia insegura é um fenómeno mundial, e que em Portugal atravessamos apenas uma má onda de crescente criminalidade que, ou assentará, ou cedo a sociedade arranjará meios de a combater (bons ou maus, melhores ou piores).
Em todo mundo cresce a necessidade de Segurança (esta própria já se tornou uma mercadoria, e está cotada nas principais bolsas mundiais).
A privatização da Segurança teve, a meu ver, o efeito contrário ao pretendido.
Retirando o monopólio da Força ao Estado, nasceu nas sociedades modernas a necessidade de este regular extremosamente tanto os novos agentes privados como os públicos.
Temos, assim, mais Estado na Segurança e na Economia do que tínhamos quando ela era exclusivamente pública ou moderadamente privada.
Os ataques do 11 de Setembro e a acção terrorista da Al Qaeda pioraram este cenário.
Nunca a civilização ocidental passou por comparável medo pelo estranho, pelo estrangeiro, como nos tempos actuais.
A Imigração ilegal é combatida como se de um flagelo internacional se tratasse, exercendo os Estados, como é o caso da França, represálias sobre os cidadãos que, mesmo de boa fé, auxiliam os recém-chegados.
Constroem-se Muros, aumenta-se a regulação das fronteiras e da Migração, crescem na Europa os partidos que se revelam hostis às minorias étnicas e nacionais.
Os órgãos internacionais, como a ONU e a UE, tomam a seu cargo o combate contra o terrorismo, e vão definindo este ou aquele como Potencial Estado-Terrorista.
A Guerra contra o Terrorismo sacrifica a Liberdade do Cidadão à Segurança do Povo. O Povo das democracias massificadas é imenso e anónimo, e por isso é cada vez mais necessário contratar (mais) agentes privados que auxiliem os Estados nesta nova cruzada.
Ocorre já a noção de combater o Terrorismo entre os próprios cidadãos.
Nasce o terrorismo financeiro, o terrorismo económico e fiscal.
O Sigilo Bancário, prática antiga, indício inegável de progresso civilizacional e triunfo da vida privada sobre o escrutínio social, fruto desse compromisso entre o cidadão e o Estado, o qual tem o poder de quebrar esse Sigilo caso se verifiquem certas anomalias (art. 63º LGT, por exemplo), está agora em risco no nosso país e considera-se anulado já em algumas nações europeias.
Tal como o Patriot Act, esse Act de má fama que leva os cidadãos a "bufarem" uns dos outros, também se cria agora, qual totalitarismo de massas, a noção moderna de que a Segurança do cidadão só é possível se cada um de nós vigiar o próximo, (os seus rendimentos inclusive, os seus amigos e conhecidos, as suas práticas religiosas, e quem sabe, no futuro, com quem se resolve envolver intimamente). É comum das Esquerdas às Direitas preconizar o uso da força (ou melhor, da coerção estatal exessiva, física ou fiscal) para os casos em que os cidadãos não cumprem satisfatoriamente as normas estabelecidas ou se desviem de um padrão de civismo pré-estabelecido.
Um famoso jurista inglês, daquele período dourado que foram os anos isabelinos, Edward Coke, afirmou que "The house of every one is to him as his castle and fortress, as well for his defence against injury and violence as for his repose."
Talvez a leitura errada desta frase tenha causado a situação em que estamos, em que os cidadãos fazem das casas o seu bunker, e da sua vida privada a devassa dos organismos públicos e os abusos dos privados.
Manuel Ascensão Marques Pinto de Rezende Rodrigues
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1ª Conferência
A 1ª Sessão do Forum - agradecimentos
Com o empenho de todos, tudo se torna mais fácil.
O êxito que um projecto levado a cabo por um grupo de inexperientes nesta área da organização de eventos conseguiu obter ontem, dia 23 de Novembro, deve-se acima de tudo ao empenho de um conjunto de pessoas e instituições que nos mostraram uma abertura de espírito que julgávamos apenas possível no mundo das melhores expectativas.
Ontem foi dia de Forum, dia de cidadania e discussão, despojada, ao fim de tantos séculos, dos patrícios e senadores e suas respectivas togas, e levada para um ambiente de sala de aula, daquelas que servem para tirar dúvidas e apanhar pedaços da matéria que não se ouviu bem à primeira.
Excepto que tudo o que se disse ontem, além do elevado valor científico na área do direito e da criminologia, viu-se acompanhado pela experiência na área judiciária e policial, e foi de inegável valor e originalidade.
Aos participantes, o Professor André Leite, o Professor Cândido Agra, o Inspector João Morgado, os nossos calorosos agradecimentos, pela participação e pelo bom-humor e generosidade com que nos brindaram, principalmente na longa luta para concretizar os objectivos do Forum, e nos bons conselhos e ajuda que nos deram.
À Associação de Estudantes da FDUP, pelo apoio e conselhos, que sem eles não passávamos.
A todos os órgãos da faculdade, por terem acolhido o projecto de forma tolerante e colaborante, apesar de todas as nossas imprecisões e dúvidas.
À Professora Anabela Leão, por ter demonstrado autêntica compreensão para connosco, além de ter comparecido.
Ao Arquitecto Alexandre Rodrigues, pelo logótipo.
E por último, mas com muita consideração, ao Dr. José Azevedo dos Santos, pelo apoio contínuo e pelas linhas mestras que nos deu e que guiaram todo o projecto, e que por falha minha (Manuel Rezende) não esteve presente no Forum.
Também a todos os colegas presentes, com desejos de terem achado tudo do vosso agrado e interesse.
O êxito que um projecto levado a cabo por um grupo de inexperientes nesta área da organização de eventos conseguiu obter ontem, dia 23 de Novembro, deve-se acima de tudo ao empenho de um conjunto de pessoas e instituições que nos mostraram uma abertura de espírito que julgávamos apenas possível no mundo das melhores expectativas.
Ontem foi dia de Forum, dia de cidadania e discussão, despojada, ao fim de tantos séculos, dos patrícios e senadores e suas respectivas togas, e levada para um ambiente de sala de aula, daquelas que servem para tirar dúvidas e apanhar pedaços da matéria que não se ouviu bem à primeira.
Excepto que tudo o que se disse ontem, além do elevado valor científico na área do direito e da criminologia, viu-se acompanhado pela experiência na área judiciária e policial, e foi de inegável valor e originalidade.
Aos participantes, o Professor André Leite, o Professor Cândido Agra, o Inspector João Morgado, os nossos calorosos agradecimentos, pela participação e pelo bom-humor e generosidade com que nos brindaram, principalmente na longa luta para concretizar os objectivos do Forum, e nos bons conselhos e ajuda que nos deram.
À Associação de Estudantes da FDUP, pelo apoio e conselhos, que sem eles não passávamos.
A todos os órgãos da faculdade, por terem acolhido o projecto de forma tolerante e colaborante, apesar de todas as nossas imprecisões e dúvidas.
À Professora Anabela Leão, por ter demonstrado autêntica compreensão para connosco, além de ter comparecido.
Ao Arquitecto Alexandre Rodrigues, pelo logótipo.
E por último, mas com muita consideração, ao Dr. José Azevedo dos Santos, pelo apoio contínuo e pelas linhas mestras que nos deu e que guiaram todo o projecto, e que por falha minha (Manuel Rezende) não esteve presente no Forum.
Também a todos os colegas presentes, com desejos de terem achado tudo do vosso agrado e interesse.
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Agradecimentos
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